Inventa · Marketplace B2B · Jul 2023 – Jun 2024

Cotações no marketplace

Só metade dos lojistas que começavam a pagar terminava o pedido. Desenhei um fluxo para eles negociarem com o fornecedor antes de pagar e validamos a ideia num teste A/B.

+28%

no ticket médio dos pedidos que passaram por cotação

R$ 1.300 contra R$ 1.014 do grupo sem cotação

+9%

em pedidos no grupo com acesso à cotação

205 contra 188 pedidos

+6%

em GMV no grupo com acesso à cotação

R$ 202,6 mil contra R$ 190,7 mil

2.969

lojistas sorteados para o teste

1.438 no grupo A, sem cotação, e 1.531 no grupo B, com cotação

Teste A/B de 15 dias, só com a operação 1P. Os números comparam o grupo B, com cotação, ao grupo A, sem cotação.

Papel
Product Designer no squad de Sales Conversion e Design System
Escopo
Marketplace e o MVP do Portal do Fornecedor
Métodos
Amplitude, entrevistas, teste no Maze e teste A/B
Duração do teste
15 dias, com cerca de 3 mil lojistas
Baixar a apresentação completa em PDF (PDF, abre em nova aba)

O problema

Nos dados do Amplitude, só 50% das pessoas que iniciavam um pagamento chegavam ao fim.

No atacado B2B, negociar já é o normal: quem compra em quantidade espera conversar sobre preço, frete e prazo antes de fechar. O marketplace não dava espaço para isso.

  • Hipótese 1: os lojistas acham os preços altos e querem negociar o pedido.
  • Hipótese 2: quem vai ao checkout ainda não está pronto para comprar.
Funil do checkout no Amplitude, com a queda entre o início e a conclusão do pagamento.

Pesquisa

Entrevistei fornecedores do top 50 em GMV para entender como eles já negociavam fora da plataforma. Quatro achados mudaram o desenho:

  • O WhatsApp era o principal canal entre fornecedor e comprador.
  • Desconto progressivo era a prática mais comum: quanto maior a compra, maior a margem para negociar.
  • Em empresas pequenas e médias, a negociação passava pela aprovação de um gestor.
  • O frete costumava ser fixo, com frete grátis a partir de um valor mínimo, em média acima de R$ 500.

Antes do teste A/B, validei o protótipo no Maze: 60% das pessoas concluíram a tarefa pelo caminho direto e 40% não terminaram.

Mapa de calor do teste no Maze, com 60% de sucesso direto e 40% de missões não concluídas.

A solução

No carrinho, o lojista passou a ter duas saídas: pagar direto ou negociar com o fornecedor. Quem negocia preenche uma cotação curta com quantidade, condições e uma mensagem.

Do outro lado, o MVP do Portal do Fornecedor recebe a cotação e responde. Padronizei no design system as tags de status, tabelas e componentes do portal para o fluxo crescer sem exceções.

Os dois grupos do teste: o grupo A com só o botão de pagamento e o grupo B com a opção de negociar com o fornecedor.

Do carrinho à cotação

A cotação abre a partir do resumo do pedido, sem tirar o lojista do contexto da compra. A confirmação deixa claro o que acontece depois e quando ele recebe a resposta.

Tela de cotação com as condições do pedido e o resumo ao lado.

Portal do Fornecedor

O fornecedor vê as cotações numa tabela única, com status padronizados e acesso rápido ao pedido. O MVP serviu para validar a negociação sem construir um sistema completo de antemão.

MVP do Portal do Fornecedor, com a seleção de produtos da cotação.

Resultados

Grupo A, sem cotação Grupo B, com cotação Diferença
Lojistas sorteados1.4381.531
GMVR$ 190.665,84R$ 202.629,46+6%
Pedidos188205+9%
Ticket médioR$ 1.014,18R$ 1.300,27 nos pedidos via cotação
R$ 1.083,58 nos pagos direto
+28% via cotação

No grupo B, 17% dos lojistas usaram a cotação: foram 73 cotações e 18 pedidos fechados, somando R$ 23,6 mil em GMV.

Leitura honesta: 18 pedidos via cotação é uma amostra pequena e o teste durou 15 dias. O sinal foi forte o suficiente para seguir, não para dar o problema como resolvido.

Gráficos com os motivos de negociação e a distribuição dos valores das cotações.

O que aprendi

  • Havia um descasamento entre o que os compradores esperavam negociar e o que os fornecedores aceitavam oferecer.
  • Muitos cancelamentos e margens baixas nos pedidos de cotação pediam um valor mínimo para negociar.
  • Muitos lojistas usaram a negociação para pedir crédito, um sinal de uma necessidade que não estava no nosso radar.
  • Melhorias de usabilidade ao longo do fluxo podiam reduzir a confusão no envio da cotação.

Os próximos passos foram um novo teste A/B sobre o peso do preço e do frete na conversão, experimentos com crédito em parceria com o time de Finance e o desconto progressivo direto no carrinho.

Próxima versão do Portal do Fornecedor, com a lista de orçamentos e cotações.

Contato

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